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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sustentabilidade na Saúde.

Já alguma vez pensou na sustentabilidade na saúde? O ser humano deve ser sustentável em vários campos da sua vida, no ambiente, nas finanças, mas também na saúde.
É um tema muito complexo quando é analisado numa forma geral.
Mas se pensar numa forma mais particular vai ver que todos nós podemos fazer algo pela saúde, desde comer" bem", dormir 8 horas, fazer exercício físico, arranjar maneiras de descontrair.
Tratar Saúde é um blogue recente onde você vai encontrar as melhores informações sobre saúde para você e a sua família.
Encontrará os mais diversos assuntos sobre saúde e bem estar como também estudos recentes e actuais.

Espero pela vossa visita.

sábado, 28 de agosto de 2010

Agricultura numa encruzilhada

    





Fonte: BioTerra

Este relatório de 2008 iniciado pelo Banco Mundial e as Nações Unidas, o International Assessment of Agricultural Knowledge, Science and Technology for Development, promove soluções alternativas para os problemas da fome e da pobreza que enfatizam suas raízes sociais e económicas. A IAASTD concluiu que a agricultura agroecológica em pequena escala é mais adequada para o terceiro mundo do que o modelo agrícola industrial favorecido por grandes empresas do agronegócio  e dos transgénicos, como a Monsanto. No entanto, sabe-se que a Fundação Bill Gates financia a Monsanto.E o negócio foi feito de nó bem atado, como refere este artigo do Huffington Post. Nada muito surpreendente, uma vez que já foi Gates e as empresas do agronegócio patrocinam a caverna de sementes do fim do mundo, com propósitos nada louváveis.
A agricultura dos transgénicos é comprovadamente  simplista (com diminuição da biodiversidade), poluente, prejudiciais à nossa saúde, onde existem casos de suicídio de  agricultores, onde morrem  pessoas causadas pelas pulverizações e economicamente inviável .
Tudo isto encabeçados por pouco mais de uma mão de corporações à : Monsanto, Pioneer, Syngenta e Bayer.

Entretanto e de acordo com Kjell Aleklett, numa conferência na Stockholm Resilience (assistir à palestra) refere que a satisfação das necessidades alimentares mundiais estão por um fio e diz ainda que, além das alterações climáticas, estamos confrontados com outros desafios, uma vez os nossos depósitos de combustíveis fósseis se esgotaram. Além disso temos as questões dos baldios, dos sem terra, das reservas agrícolas, da perda da biodiversidade e dos meios agroflorestais.

Descarregue a apresentação do Prof. Aleklett (pdf, external link)

Concluindo, a agricultura está mesmo numa encruzilhada. Já se vislumbram soluções: permacultura; agricultura biológica e opções energéticas que não dependam dos biocombustíveis.
Então, prossigamos neste caminho, até uma agricultura mais ecológica e em defesa da sustentabilidade social, ambiental e económica.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

43 razões para votar em Marina

Olá pessoal, tudo bem?
Eu me chamo Antonio Gabriel, e sou autor do Blog Diário do Verde.
Compartilho com vocês, 43 RAZÕES PARA VOCÊ USAR QUANDO PRECISAR EXPLICAR RAPIDAMENTE POR QUE VOTAR EM MARINA SILVA.
Para quem não conhece, Marina Silva é candidata à Presidência da República, pelo Partido Verde (legenda 43), e tem como plano de governo, o Desenvolvimento Sustentável. Veja:

Marina Silva e Guilherme Leal

1. Conhece a pobreza
Marina é Silva. Como a maioria das gentes no Brasil, nasceu pobre. Com força de vontade, com escola e com a ajuda de pessoas boas, superou tudo.

2. Dará oportunidades para todos
Marina Silva oferece ao país a terceira geração dos programas sociais, com a capacitação e a inserção dos beneficiados no mercado de trabalho, de acordo com os potenciais de cada família.

3. Valoriza a educação
Alfabetizada aos 16 anos, tornou-se professora, vereadora, deputada estadual, senadora e ministra. Sabe da importância da educação. Seu projeto transformará o Brasil num país do conhecimento.

4. Quer desenvolvimento
Marina Silva está em sintonia com os desafios do século 21. Ajudará o Brasil crescer, mas sabe que o crescimento é só uma ferramenta para que o país atinja o desenvolvimento econômico, social, ambiental e cultural, o verdadeiro desenvolvimento sustentável.

5. Tem causa
A causa de Marina Silva é a causa do planeta, da qualidade de vida tanto hoje quanto no futuro. É a nossa causa, dos nossos filhos, dos nossos netos, de toda a nossa descendência.

6. É verde
Marina Silva alia visão da qualidade de vida com a necessidade da preservação ambiental. É uma das 50 personalidades que podem salvar o planeta, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

7. Tem capacidade de gestão
Tranquila, mas firme, Marina Silva possui enorme competência. Foi sob sua batuta no governo Lula que o país diminuiu de forma drástica o desmatamento na Amazônia. O Brasil não precisa de gerente. Precisa de uma líder com visão de futuro, como Marina Silva.

8. Tem equipe
Desde seu primeiro cargo, Marina Silva sempre se cercou de pessoas inteligentes, modernas e eficientes. É um imã de pessoas honestas e boas. Marina atrai competências.

9. Nova forma de governo
Marina Silva não governa com apaniguados nem sob a influência das indicações políticas. Sabe ouvir, governa com a ajuda de especialistas, de técnicos. Pretende unir no governo o lado bom de cada administração pública.

10. É sucessora
Marina Silva integra os avanços dos governos FHC e Lula. É o passo adiante para superar as deficiências que persistem no país. Não é uma opositora, que rejeita tudo, nem uma continuadora, que vê tudo positivo. É uma sucessora.

11. Combate ao desperdício
Marina Silva tem história para acabar com o loteamento dos órgãos públicos, para acabar com o desperdício do dinheiro público, do capital humano, das oportunidades, dos recursos naturais.

12. Intolerante com a corrupção
Para Marina Silva não há espaço para corrupção e sim para o uso correto e fiscalizado dos recursos públicos.

13. Tem programa completo
Marina Silva pauta sua campanha pelo debate de ideias e de propostas para o Brasil. Tem o mais completo programa de governo entregue à Justiça Eleitoral.

14. Quer debate
Marina Silva fará o impossível para participar de todos os fóruns de debates entre os candidatos - seja na TV, na internet, nas associações de classe ou nos jornais.

15. Não faz ataques pessoais
Marina não faz ataques nem ofensas pessoais a qualquer candidato.

16. É contra a contra-informação
Marina Silva descarta qualquer forma de obtenção de informação que viole os marcos do Estado democrático de Direito.

17. Tem campanha sustentável
As emissões de carbono resultantes da campanha serão contabilizadas na internet. Sua neutralização se dará com reflorestamento nos biomas brasileiros.

18. Aposta nos pequenos doadores
A Campanha Marina Silva não quer depender só dos grandes doadores. Por meio da internet, deseja ser financiada também por pequenas doações.

19. Dispensa o caixa dois
A Campanha Marina Silva considera o caixa dois uma prática absolutamente inaceitável. Todas as doações serão reportadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), identificando o doador e a quantia doada.

20. É transparente
Marina Silva será transparente na arrecadação e no uso dos recursos financeiros no processo eleitoral. A prestação de contas estará no www.minhamarina.org.br

21. Pratica a democracia
Marina Silva potencializa os espaços de articulação social e respeita as formas organizativas da sociedade. Quer fortalecer canais de interlocução dos cidadãos com o Estado.

22. Inova na segurança
Marina Silva traz novo paradigma para as políticas de segurança pública, com olhar qualificado para ações de prevenção ao crime e à violência. Quer reestruturar as polícias, sabe inovar e não se guiará por propostas sensacionalistas.

23. Conhece a Floresta
Marina Silva nasceu e se criou no meio da floresta do Acre. Teve Chico Mendes como mentor. Conhece e sabe da importância da preservação das florestas no desenvolvimento do país. Marina Silva tem como meta o Desmatamento Zero.

24. É líder servidora
Marina Silva está a serviço de uma causa, a serviço da humanidade. Ela não lidera pela imposição de ideias ou em causa própria, mas sim pelo diálogo e principalmente pelo exemplo. Por isso aceitou ser a nossa presidente.

25. Tem experiência política
Marina Silva disputou sua primeira eleição em 1986. Já foi vereadora, deputada estadual, senadora por dois mandatos e ministra do Meio Ambiente por cinco anos.

26. Tem um bom vice
Marina Silva escolheu um empresário comprometido com a sustentabilidade para mostrar que desenvolvimento e meio ambiente caminham juntos. Guilherme Leal entrou para a política porque acredita que é possível construir um país melhor com uma política diferenciada.

27. Quer um futuro melhor
Marina Silva quer que todos os nossos filhos tenham ar puro para respirar, que nossos netos tenham água limpa para beber e comida saudável. Que vivam em paz e harmonia. Só Marina apresenta esta possibilidade na política nacional hoje.

28. Tem responsabilidade
Marina Silva tem a responsabilidade de saber que o amanhã depende de um hoje bem feito.

29. Tem envergadura internacional
Marina Silva é conhecida e respeitada também fora do Brasil. Dialoga além das fronteiras e se comunica com líderes de todo mundo.

30. É mulher
Marina Silva está em sintonia com o século 21. Ela acolhe e estimula o diálogo. É um novo modelo de liderança, que integra razão e emoção. Será a primeira mulher a cuidar do Brasil.

31. Propõe a verdadeira política
Quem nunca se interessou por política decide se unir a Marina Silva depois de ouvi-la. Ela elimina a distância entre o político e o eleitor, pois sabe que o eleitor é o real agente político.

32. Luta contra a discriminação
Marina Silva tem como compromisso e em seu histórico a luta contra todas as formas de discriminação: étnica, racial, religiosa, homofobia, sexismo ou qualquer outra.

33. Não camufla defeitos
Marina Silva se apresenta como o ser humano que é. Não quer admiradores, mas sim uma ação onde todas as qualidades dos outros possam ser somadas às dela e os defeitos fiquem claros para que todos possam corrigi-los.

34. Busca fortificação na diversidade
Não é apenas a diversidade ambiental e ecológica que Marina Silva espera conservar, mas a diversidade humana. No equilíbrio entre as diferenças da natureza está o ensinamento para se encontrar o equilíbrio entre as diferenças que estão em todos nós.

35. Resgata a esperança
A história de Marina Silva faz acreditar que nada é impossível. Seu exemplo de superação inspira e prova que se há um sonho, só depende de nós o poder de realizá-lo.

36. Vida longe de escândalos
A vida política de Marina Silva não está associada a escândalos. Ela representa os cansados da corrupção no meio político. Marina tem a ficha limpa.

37. Consumo consciente
Marina Silva acredita no consumo responsável, na inclusão social e no equilíbrio ambiental. Construir sem ser consumido. Consumir sem desperdiçar.

38. Quer a transformação
A educação e a inovação serão os alicerces da transformação. A criatividade, o empreendedorismo e a diversidade socioambiental, os meios da multiplicação.

39. Acesso à cultura e ao conhecimento
Ampliar o acesso à cultura e ao conhecimento, respeitando os direitos do criador e o interesse público pelo acesso a toda diversidade cultural brasileira é outra bandeira de Marina Silva. Ela pretende garantir o apoio a projetos culturais e artistas em áreas com baixo acesso à cultura.

40. Quer plebiscito nas polêmicas
Marina Silva não pretende impor seu ponto de vista a respeito de temas polêmicos, como a descriminalização das drogas e o aborto. Sabe que essas questões dividem a sociedade e, por isso, se compromete a fazer plebiscitos sobre elas.

41. Cidades saudáveis, seguras e sustentáveis
Marina Silva quer promover a eficiência no planejamento e na gestão das cidades: integração e articulação de políticas para urbanização, saneamento, mobilidade, adaptação às mudanças climáticas, proteção de mananciais, promoção do desenvolvimento e do bem-estar humano.

42. Aposentadoria compatível
Marina Silva tem propostas para tratar melhor quem envelhece e perde sua capacidade de trabalho. É necessário restaurar a perspectiva de uma aposentadoria compatível com os recolhimentos feitos ao longo da vida.

43. Tem programa de governo
As diretrizes programáticas de Marina Silva são embasadas em Política cidadã baseada em princípios e valores: Educação para a sociedade do conhecimento; Economia para uma sociedade sustentável; proteção social: saúde, previdência e terceira geração de programas sociais; qualidade de vida e segurança para todos os brasileiros; cultura e fortalecimento da diversidade e Política externa para o século 21.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Carta da Terra

"Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e a alegre celebração da vida."
Visite e leia o texto da Carta da Terra, que completa uma década este ano.


quarta-feira, 3 de março de 2010

Design Sustentável : : caminhos virtuosos


Esse é o título do livro que estou lendo. Não estou nem na metade do livro ainda, mas estou gostando bastante e recomendo, quando terminar faço um post com um resumão do livro. Os autores são o Fabrice Peltier e Henri Saporta, editora Senac, se quiser mais clique aqui.

O livro fala sobre as embalagens e seu impacto ambiental. Adoro embalagens e acho que elas podem ser mais verdes, mas não concordo que elas são as grandes vilãs. E já no começo do livro eles concordam comigo e o melhor é que seus argumentos são ótimos. Os autores falam que as embalagens aparecem mais que qualquer outro poluidor e é por isso que estão com uma péssima fama. Um exemplo é o suco de laranja, se consumir um suco industrializado o resíduo é a garrafa, mas se produzir o suco em casa, você expreme as laranjas e o resíduo neste caso são as cascas. Ninguém nunca fala deste tipo de resíduo, mas ele existe. O ideal seria enviar ele para a compostagem, como seria também, enviar a garrafa para a coleta seletiva. O que vale lembrar é que nos dois casos há resíduos. Outro ponto bacana do livro é a defesa da embalagem com um argumento que eu ainda não tinha ouvido. Sempre defendi que a comercialização de produtos sem a embalagem seria muito problemática, todos nós temos prefências por determinadas marcas e empresas, e escolhemos nossos produtos baseados nas experiencia que já tivemos com elas, nossas preferências são o resultado disso. Além de que a embalagem protege, acondiciona os produtos e comunica. Algumas pessoas defendem que devemos voltar aos tempos antigos, que cada pessoa deve levar seu recipiente e comprar os produtos a granel. Quando eu era criança, na feira compravamos feijão assim, os embalados eram mais caros, mas eram acondicionados em sacos plasticos também, os mesmos usados para embalar frutas e verduras. Os autores incluem ainda a função de preservar os alimentos (agora podemos estocar leite!!!). E lançam uma pergunta, o que é melhor jogar fora as embalagens ou os alimentos?

Eu já tenho minha resposta, qual é a sua?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Guarda-chuva biodegradável




O "Brelli" é um charmoso, prático e ecologico guarda-chuva. Além do estilo japonês, ele usa apenas materiais que não prejudicam a natureza nem poluem o meio ambiente, inclusive na embalagem. A estrutura é feita de bambu e coberta de plástico biodegradável. Já a capa é feita em algodão orgânico. São duas versões: transparente e fumê. Esta última oferece proteção contra os raios UV. Tão bonito que dá para usar todo santo dia faça sol ou faça chuva :D

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Absorventes Ecológicos!

Resolvi escrever sobre esta tema que é um pouco "polêmico". Quando falamos em produtos sustentáveis, estamos falando de produtos que causam o mínimo possível de impacto com meio ambiente. Porém é necessário analisar tudo, desde a matéria-prima utilizada na fabricação até o transporte que é utilizado para que o mesmo chegue até o consumidor final.
Falando em produtos que são muito prejudiciais para natureza, sempre penso no absorvente higiênico, um ítem que confesso, ainda não consegui substituir pelo ecológico...
Tenho lido muito à respeito, e achei diversos sites que já comercializam uma versão ecológica de absorvente, e outro site ensina até como fazê-los em casa!
Segundo o site Vox, cada mulher que usa absorventes descartáveis, joga fora algo em torno de dez mil a quinze mil produtos menstruais durante a sua vida fértil. Isso é o equivalente a dezessete carrinhos de supermercado cheios. A maioria dos absorventes é embalada individualmente, e com plástico, sendo que a embalagem também vai para o lixo. Dependendo do modelo, um absorvente pode levar até cem anos para se decompor totalmente. Isso soa como um crime para os ambientalistas, que acreditam que o uso sustentável de recursos significa reduzir a porção de cada recurso utilizado, reutilizar o que pudermos e reciclar como última alternativa.
Aqui neste Blog tem uma matéria bem legal sobre absorventes ecológicos, vale a pena conferir, fala sobre absorvente de pano e um outro que é tipo um copinho coletador: "O Mooncup tem uma capacidade de 30 ml, aproximadamente um terço de todo o fluxo produzido durante uma menstruação, pelo qual é provável que seja necessário mudá-lo com menos frequência do que os tampões. Além disso e porque o Mooncup é naturalmente reutilizável, não é preciso preocupar-se com o fato de ter que levar tampões para todo o lado e assim contribuirá para a preservação do ambiente. "

Achei neste site um passo a passo ensinando a fazer os absorventes de pano, e neste site tem muitas outras dicas "verdes".
Você sabia que um absorvente pode levar até 100 anos para se decompor na natureza?
E você o que pensa sobre o assunto?
Maíra Fontoura
Colaboradora do Blog Desenvolvimento Sustentável
Twitter @Mairafontoura

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Sustentabilidade cresce nas empresas e atrai profissionais


O número de companhias com áreas de sustentabilidade está em expansão, o que aumenta o número de vagas, dizem especialistas.
País tem 2 milhões de postos na área de qualidade ambiental
Para Isak Kruglianskas, coordenador do Programa Estratégico de Gestão Socioambiental da FIA (Fundação Instituto de Administração), os profissionais devem pensar na sustentabilidade como "o grande motor da inovação que será a saída para o desemprego".
A senadora Marina Silva (PV-AC) afirma que considera as áreas "uma oportunidade", mas que cada um "deve seguir sua ética profissional para não fazer maquiagem" ambiental.
Entre as empresas que atualmente expandem a área está o Grupo Maggi (agroindústria), que vai criar uma diretoria de responsabilidade e sustentabilidade. Segundo Nereu Bavaresco, diretor de recursos humanos, a questão da sustentabilidade começa no recrutamento. "Buscamos pessoas que compartilhem nossos valores."
Cargos
A área ambiental está dividida entre os cargos técnicos, em que a graduação deve ser em geografia ou gestão ambiental, por exemplo, e os executivos, em que também são aceitos profissionais de outras áreas, como jornalistas, psicólogos, engenheiros e economistas.
Independentemente da formação, o consenso é que o profissional que quer fazer carreira como diretor de uma área de sustentabilidade precisa ter especialização e conhecimento do negócio.
Paulo Sérgio Muçouçah, da OIT, ressalta que não é a formação que define um emprego verde, e sim a atividade."Um biólogo pode pesquisar organismos geneticamente modificados [e não ser verde] ou trabalhar com a conservação da biodiversidade [e ser]".
A bióloga Fernanda Ormonde, 27, coordenadora de eventos responsáveis da Reclicagem, considera seu emprego verde. "Fazemos a gestão ambiental de feiras, incluindo cuidar dos resíduos", afirma ela, que tem pós-graduação em gestão ambiental.
Especialização
André Carvalho, professor de pós-graduação do GVCes (Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas), diz que a especialização na área é buscada por profissionais de vários setores.
"Antes, só se podia ser sustentável na Amazônia. Agora, é possível trabalhar na área na avenida Paulista ou na [avenida Engenheiro Luiz Carlos] Berrini", diz, referindo-se a dois centros de negócios de São Paulo.
Embora o curso seja um caminho para atuar na área, em alguns setores, ele não é valorizado, segundo Gustavo Parise, gerente-executivo da Michael Page. Pare ele, a especialização em ambiente não é prioritária para quem atua em marketing e vendas, por exemplo. Nesses casos, opina, "é muito mais "perfumaria", infelizmente".


ANDRÉ LOBATO - colaboração para a Folha de S.Paulo


Fonte: Folha Online

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Investimento Coreano em Reciclagem de Lixo

A empresa Forcebel vai investir R$ 22 milhões em unidades recicladoras de lixo urbano em Palhoça/SC. Já falei sobre isso por aqui
O equipamento coreano é capaz de reciclar 90% do que é produzido. A equipe técnica visitou Palhoça para avaliar o tipo de lixo produzido na cidade e definir as necessidades especificas do equipamento que será instala-do em Santa Catarina. E depois tem gente que ainda diz que Sustentabilidade não gera negócio, ai ai não sabem nada.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Blockbuster Online


A maior locadora de filmes do Brasil, lançou o serviço de locação blu-ray. O acervo é o maior da América Latina, com 1.500 títulos e o segundo maior do mundo. Agora podemos assistir os filmes sem nos preocupar com a data da devolução. Os planos são a partir de R$ 64,90, que dão direito a até 90 filmes por mês. O serviço está disponível em mais de 60 cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. E o grande barato da ideia: a sustentabilidade, muitos e muitos DVDs vão sair de circulação, zero matéria, zero resíduo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Um Futuro Sustentável?

Ultimam-se os preparativos da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável que se realizará em Joanesburgo no final de Agosto. Também conhecida como Conferência Rio Mais Dez, a importância desta conferência reside precisamente no facto de nela serem avaliados os resultados da Agenda 21 formulada na Cimeira do Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada há dez anos no Rio de Janeiro. Neste tipo de conferências, a análise dos trabalhos preparatórios permite antever com grande aproximação o êxito ou o fracasso da reunião. À luz dessa análise, se nada de dramático ocorrer em contrário nos próximos dois meses, tenho razões para estar céptico a respeito da Conferência de Joanesburgo. Eis, porquê.
Certamente desde há vários séculos mas, na sua forma actual, desde o início da década de noventa do século passado, dois modelos de desenvolvimento se digladiam a nível internacional: o modelo neoliberal e o modelo do desenvolvimento sustentável. O primeiro modelo, de longe, dominante, assenta nas seguintes ideias: liberalização dos mercados; prioridade ao crescimento económico e à competitividade; intervenção mínima do Estado no pressuposto de que o mercado é eficiente; privatização dos serviços públicos, da educação à saúde, de fornecimento de água e de energia à segurança social. Por sua vez, o modelo de desenvolvimento sustentável assenta no seguinte: é possível e necessário combinar produtividade com protecção social e equidade ambiental; o modelo neoliberal, além de agravar as desigualdades sociais para além do que é tolerável, é ecologicamente insustentável na medida em que os seus padrões de produção e de consumo estão a destruir o planeta e a tal ponto que as necessidades básicas das gerações futuras deixam de estar asseguradas; as relações entre países ricos e países pobres devem combinar comércio com solidariedade; as responsabilidades na protecção do meio ambiente são comuns mas diferenciadas na medida em que os países desenvolvidos contribuíram mais para a destruição dos recursos naturais e a degradação ambiental; os estados dos países em desenvolvimento, as Nações Unidas e as organizações não governamentais devem ter poderes que contrabalancem os do Banco Mundial, do FMI e das empresas multinacionais.Ao longo da última década, estes dois modelos tiveram múltiplos confrontos e, em todos eles, o modelo neoliberal aprofundou o seu domínio. De facto, a Cimeira do Rio foi o momento em que o modelo do desenvolvimento sustentável teve a sua mais convincente afirmação. Apesar da ausência de sanções e de fiscalização que assegurassem o cumprimento dos compromissos assumidos, a verdade é que os países desenvolvidos se sentiram na necessidade de fazer cedências aos países menos desenvolvidos em nome da justiça social e da equidade ambiental. Foi, porém, sol de pouca dura já que a reacção do modelo neoliberal não se fez esperar. Logo no ano seguinte, concluíram-se as negociações do Uruguai Round e nas Nações Unidas era eliminada a agência que se propunha estabelecer códigos de conduta para as empresas multinacionais. Em 1994 nascia a Organização Mundial do Comércio totalmente consagrada à promoção do modelo neoliberal e dotada de mecanismos para impor sanções efectivas (comerciais) aos não cumpridores. Desde então para cá, e apesar da emergência do movimento por uma globalização alternativa, o modelo neoliberal tem vindo a impor as suas regras com acrescida arrogância. Tremeu em Novembro de 1999 em Seattle, mas ganhou novo fôlego depois do 11 de Setembro de 2001. Esse fôlego manifesta-se hoje nos trabalhos preparatórios da Conferência de Joanesburgo. Daí o meu cepticismo. Dez anos depois do Rio, para a maioria dos países do mundo não estão garantidos nem o desenvolvimento nem a sustentabilidade, e muito menos o desenvolvimento sustentável. Há uma réstia de esperança e talvez venha de África. A ela dedicarei a próxima crónica.
Texto de Boaventura Sousa Santos, daqui.
Publicado na Visão, em 25 de Julho de 2002

Outras questões de sustentabilidade que nos fazem pensar












Leonardo Boff - É urgente rever os fundamentos



Um texto excelente e muito actual e um vídeo excepcional.

A conjugação das várias crises, algumas conjunturais e outras sistêmicas, obriga a todos a trabalhar em duas frentes: uma intrasistêmica buscando soluções imediatas dos problemas para salvar vidas, garantir o trabalho e a produção e evitar o colapso. Outra transsistêmica, fazendo uma crítica rigorosa aos fundamentos teóricos que nos levaram ao atual caos e trabalhar sobre outros fundamentos que propiciem uma alternativa que permita, num outro nivel, a continuidade do projeto planetário humano.


Cada época histórica precisa de um mito que congregue pessoas, galvanize forças e confira novo rumo à história. O mito fundador da modernidade reside na razão, desde os gregos, o eixo estruturador da sociedade. Ela cria a ciência, transforma-a em técnica de intervenção na natureza e se propõe dominar todas as suas forças. Para isso, segundo Francis Bacon, o fundador de método científico, deve-se torturar a natureza até que entregue todos os seus segredos. Essa razão crê num progresso ilimitado e cria uma sociedade que se quer autônoma, de ordem e progresso. A razão suscitava a pretensão de tudo prever, tudo gerir, tudo controlar, tudo organizar e tudo criar. Ela ocupou todos os espaços. Enviou ao limbo outras formas de conhecimento.

Eis que, depois de mais de trezentos anos de exaltação da razão, assistimos a loucura da razão. Pois só uma razão enlouquecida organiza a sociedade na qual 20% da população mundial detém 80% de toda riqueza da Terra; as três pessoas mais ricas do mundo possuem ativos superiores à toda riqueza de 48 paises mais pobres onde vivem 600 milhões de pessoas; 257 indivíduos sozinhos acumulam mais riqueza do que 2,8 bilhões de pessoas, o equivalente a 45% da humanidade; no Brasil 5 mil famílias detém 46% da riqueza nacional. A insanidade da razão produtivista e consumista gerou o aquecimento global que trará desiquilíbrios já visíveis e a dizimação de milhares de espécies, inclusive a humana.

A ditadura da razão criou a sociedade da mercadoria com sua cultura típica, um certo modo de viver, de produzir, de consumir, de fazer ciência, de educar, de ensinar e de moldar as subjetividades coletivas. Estas devem se afinar à sua dinâmica e valores, procurando sempre maximalizar os ganhos, mediante a mercantilizaçã o de tudo. Ora, essa cultura, dita moderna, capitalista, burguesa, ocidental e hoje globalizada entrou em crise. Ela se expressa nas várias crises atuais que são todas expressão de uma única crise, a dos fundamentos. Não se trata de abdicar da razão, mas de combater sua arrogância (hybris) e de criticar seu estreitamento na capacidade de comprender. O que a razão mais precisa neste momento é de ser urgentemente completada pela razão sensível (M.Maffesoli) , pela inteligência emocional (D.Goleman), pela razão cordial (A. Cortina), pela educação dos sentidos (J.F.Duarte Jr), pela ciência com consciência (E. Morin), pela inteligência espiritual (D. Zohar), pelo concern (R.Winnicott) e pelo cuidado como eu mesmo venho propondo há tempos.

É o sentir profundo (pathos) que nos faz escutar o grito da Terra e o clamor canino de milhões de famélicos. Não é a razão fria mas a razão sensível que move as pessoas para tirá-las da cruz e fazê-las viver. Por isso, é urgente submeter à crítica o modelo de ciência dominante, impugnar radicalmente as aplicações que se fazem dela mais em função do lucro do que da vida, desmascarar o modelo de desenvolvimento atual que é insustentável por ser altamente depredador e injusto.

A sensibilidade, a cordialidade, o cuidado levados a todo os níveis, para com a natureza, nas relações sociais e na vida cotidiana, podem fundar, junto com a razão, uma utopia que podemos tocar com as mãos porque imediatamente praticável. Estes são os fundamentos do nascente paradigma civilizatório que nos dá vida e esperança.
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